A busca pelo domínio pleno – oitava parte

      Pensamento motívico – parte 2
           
      Fala pessoal, beleza?

            Continuando a ver “pensamentos motívicos”, neste mês vamos compor alguns motivos que você pode deixar “na mão” pra usar em seus improvisos.
           
            Pense primeiramente em uma quantidade de compassos: você pode compor um motivo de dois compassos, um motivo de quatro compassos... nos nossos exemplos, até oito compassos. Você pode compor motivos que durem um compasso, ou três compassos, mas vamos iniciar com números pares pra facilitar o entendimento.

Pense em uma frase rítmica de dois compassos:


Agora pense em uma seqüência melódica, com arpejos, por exemplo:

 

Siga em frente com essa mesma seqüência rítmica, só que mudando a direção dos arpejos:

            O exemplo acima foi um exemplo simples, você pode usar esse procedimento para compor qualquer motivo, de qualquer tamanho.
            É interessante tanto escrever seus motivos e deixá-los “na mão”. Mais interessante ainda é “forçar” motivos durante um improviso seu! Escrever motivos e tocar deve ser apenas um recurso para que você consiga pensar “motívicamente” na hora de improvisar! Lembre-se, na hora de tocar você não vai estar com seu caderninho, tem que estar tudo na sua cabeça!

            No próximo mês, veremos frases características dos Gêneros Brasileiros.

            Nenê é sem dúvida nenhuma um dos meus bateras preferidos! Procure o disco do Nenê Trio chamado “Novo Caminho”, com Guilherme Ribeiro (piano), Alberto Luccas (baixo) e Nenê grande batera!

Abraço a todos!

Guto Andrade.